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Tera, 23 de Janeiro de 2018

Audiência Pública discute defesa dos segurados do IMPCG

Presidente do Sinmed participa de grupo que irá formular porpostas para salvar Instituto

19 DEZ 201709h37
Campo Grande News (arquivo)
Contabilidade

O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul, Flávio Freitas Barbosa participou na noite de ontem (18), de uma Audiência Pública para discutir sobre a defesa dos segurados do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande).

Uma das medidas para salvar o IMPCG, seria aumentar a contribuição previdenciária dos servidores municipais, de 11% para 14%, para aqueles que ganham acima do teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) –a nova alíquota seria aplicada somente sobre o excedente do teto, que é R$ 5.531,31. A Medida Provisória do Governo Federal que estabelecia a nova regra, porém, foi suspensa ontem pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O aumento pode ser que seja inevitável, porém o presidente do Sinmed destaca que algumas mudanças deverão ser feitas para compensar esta nova alíquota, como buscar fontes alternativas de renda, para que o IMPCG não dependa apenas da contribuição dos servidores; que o instituto passe por uma reestruturação e seja administrado por servidores públicos; que sejam realizados concursos públicos para aumentar a base contributiva e diminuir o número de convocados que não recolhem para o IMPCG, como é o exemplo apontado por Dr. Flávio que de mil médicos na Prefeitura, apenas 286 são concursados, se pelo menos 90% contribuísse, o déficit mensal do Instituto, que já passa dos R$ 11 milhões –valor que é aportado pelo próprio tesouro, seria menor.

Flávio também solicitou um resultado da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada em agosto com objetivo de apurar irregularidades e má gestão do IMPCG, na qual os ex-prefeitos de Campo Grande Alcides Bernal (PP) e Gilmar Olarte deixaram um rombo de R$ 134 milhões na previdência municipal.

Um grupo de trabalho foi formado por um representante de cada segmento do funcionalismo público, com o intuito de discutir e formar propostas para socorrer o Instituto.

“O Sinmed estará presente em todas as discussões para garantir a defesa dos segurados, pois se não reerguermos o IMPCG, daqui alguns anos não haverá mais dinheiro para os aposentados, iremos passar pelo o que o Rio de Janeiro passa hoje.” Lamenta, Dr. Flávio.

 

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