Ortopedia prepara avaliação nacional de residentes

A Comissão de Ensino e Treinamento (CET) da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) está preparando um importante exame de avaliação de uma especialidade médica já realizado pela internet. Todos os residentes do país, pertencentes a serviços credenciados junto à SBOT, serão submetidos ao “Teste de Avaliação do Residente de Ortopedia – Taro”.

São cerca de 1.500 alunos de vários Estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Brasília e Rio Grande do Sul, e a prova, a ser realizada no dia 11 de agosto, vai avaliar o aproveitamento desses candidatos a ortopedistas no atendimento dos pacientes, no diagnóstico, na consulta clínica, no conhecimento geral e na capacidade de trabalhar num campo multiprofissional. Além da prova que será realizada em agosto, os futuros ortopedistas terão que se submeter, no final de três anos de treinamento, a outra prova, mais rigorosa e presencial.

É nesse segundo exame, com duração de três dias, que vão receber ou não o título de Especialista em Ortopedia. “O exame é difícil, muitos candidatos não são aprovados, mas isso é necessário”, explica o presidente da SBOT, Cláudio Santili, “pois o exame rigoroso é a garantia que oferecemos ao paciente de que quem recebe o título de Ortopedista é um profissional que testamos cuidadosamente e que temos certeza de que está altamente capacitado”. O objetivo é avaliar cerca de 600 residentes de 130 serviços distribuídos pelos diversos estados brasileiros, onde os médicos são treinados por três anos, para poderem se candidatar ao exame que lhes dará o direito de serem chama dos de especialistas em Ortopedia e Traumatologia.

Uma das importâncias do exame é decorrência do aumento do número de ocorrências traumáticas, devido à mecanização crescente da nossa sociedade, isto é, à multiplicação de automóveis e de motocicletas no país, muitas vezes dirigidas por pessoas com pouca experiência de trânsito ou então pela própria imprudência da população em geral. O envelhecimento da população é outro fator que determina maior incidência de fraturas, uma vez que ocorre mais acidentes pela fragilidade óssea que acompanha a população dessa faixa etária, explica o presidente da CET, Alberto N. Miyazaki, que é também Professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e Chefe do Grupo de Ombro e Cotovelo do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo.

Alberto N. Miyazaki lembra que a evolução da ortopedia é tão rápida, que os médicos precisam de uma educação continuada durante toda sua vida profissional e cita como exemplo a fratura de quadril do idoso, cujo tratamento mudou muito nos últimos anos. “Anteriormente imobilizava-se o doente, e hoje o que o ortopedista objetiva é tirá-lo o mais rapidamente possível da cama, às vezes um ou dois dias após a operação”. Ele cita também os novos métodos de tratamento, como as hastes intramedulares, a artroscopia, técnica relativamente recente que permite operações minimamente invasivas, nas quais o médico opera sem visão direta do campo operatório, mas acompanha o que ocorre no interior do corpo do paciente por meio de um monitor que mostra as imagens captadas por uma mini-câmara. “Essa técnica reduz o tempo de internação e permite uma recuperação mais rápida, em compensação, exige maior capacitação ortopedista e é por isso que o exame de avaliação é tão importante”, insiste Alberto Miyazaki.

Fonte: SBOT

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