Médicos param nesta terça-feira (13) em sinal de protesto

    Os médicos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte irão realizar uma paralisação de 24 horas – das 7h do dia 13 de maio (terça-feira que vem) até às 7h do dia 14. O motivo do protesto é demonstrar, a um mês da Copa do Mundo, a insatisfação da categoria com as condições salariais e de trabalho que enfrentam no dia a dia, nos postos de saúde, unidades de pronto atendimento e hospitais. O mote da categoria é mostrar que a saúde está muito longe do Padrão FIFA.

    Trabalhar na rede pública hoje se tornou uma “profissão de risco”, altamente estressante e perigosa, na medida que os médicos não encontram as condições adequadas para exercer as suas funções e prestar um bom atendimento à população.

     A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária, ontem, dia 6 de maio, no Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG). A orientação do sindicato é para suspensão total dos atendimentos nos postos de saúde e atendimento apenas dos casos de urgências (fichas vermelhas, laranjas e amarelas) nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

   No dia da paralisação, dia 13, haverá uma nova assembleia, dessa vez às 9 horas da manhã, no sindicato. O comparecimento dos médicos é essencial, tanto para fazer um balanço da adesão como para as novas decisões sobre o movimento. O sindicato conta com a presença de todos.

Reivindicações

    Os médicos da PBH reivindicam melhores condições de trabalho e salariais. No item condições de trabalho, pedem redimensionamento das áreas adscritas às Equipes de Saúde da Família, muitas delas com um universo de mais de 4 mil pessoas quando o ideal seriam 2 mil pessoas; melhorias na estrutura das unidades; abastecimento adequado de medicamentos; melhoria dos equipamentos, muitas vezes obsoletos ou inoperantes; mais segurança e equipes completas. Os médicos também pedem a realização de concurso público imediato para preenchimento de todas as vagas ocupadas por médicos não concursados.

    No item salarial, pedem recomposição dos vencimentos básicos com o índice de 35 %, de forma que atinja o mesmo valor recebido pelos médicos do programa “Mais Médicos” que recebem hoje bolsa de R$10.475, mais ajuda de custo de R$1.500, enquanto o salário base dos médicos do PSF (40 horas) não chega a R$8.500.

    Segundo a categoria, a valorização salarial e a melhoria das condições de trabalho são essenciais para evitar a evasão dos profissionais e atrair novos médicos para a rede.

    Na tentativa de mudar o cenário da Saúde na capital, o Sinmed-MG tem denunciado os problemas e buscado apoio junto à Justiça. Uma das iniciativas foi protocolo de um mandado de segurança coletivo, no dia 10 de março, na 3ª vara da Fazenda Pública Municipal no Fórum Lafayete, requerendo providências para melhoria na estrutura das unidades de saúde e garantia da segurança dos médicos e demais servidores da PBH

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