Médicos voltam a trabalhar em “Estado de Greve”

Em assembleia realizada ontem (11), na sede do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), ficou decido que a categoria voltará às atividades normais a partir de hoje (12). Os médicos definiram que todo o efetivo volta a trabalhar em “Estado de Greve”, ou seja, se a prefeitura não cumprir o acordo firmado perante o Ministério Público, na última sexta-feira, será retomada a greve.

Como prova de que a classe médica quer resolver esta situação, contribuindo assim com a população que está sendo a maior prejudicada com todo este impasse, a assembleia decidiu, por maioria de votos, ampliar o acordo firmado, que era aumentar de 30% para 50% os atendimentos na urgências e emergências, retomando neste momento 100% (cem por cento) das atividades, em todos os setores, a partir de hoje (12), até a próxima quinta-feira (14), quando será realizada nova assembleia.

“Esta é uma demonstração de boa vontade com a prefeitura, e também uma forma contribuir com a população, que está sofrendo muito com o movimento grevista. Entendemos que a sociedade não pode ser penalizada, e por isso retomaremos nossas atividades normais. No entanto, caso o gestor descumpra o que foi acordado e não publique até quarta-feira, no Diogrande o que foi prometido, retomaremos a greve”, declarou o presidente do Sinmed-MS, Valdir Shigueiro Siroma.

Na próxima assembleia será decidido se vai haver continuidade da paralisação ou não, dependendo somente do cumprimento estabelecido pela prefeitura, que envolve publicação no Diário Oficial do Município, de Decretos e Resoluções restabelecendo as gratificações que envolvem: gratificação de desempenho médico, gratificação de incentivo básico ambulatorial, adicional de responsabilidade técnica e gratificação por trabalho noturno, com pagamento na forma estabelecida no acordo, bem como a publicação de medida revogando as medidas anteriores que retiravam o direito aos plantões, retornando à situação anterior. Caso seja necessário retornar à greve será mantido o acordo inicial, ou seja, voltará o atendimento nas UPAs e CRSs com 50% (cinquenta por cento) do efetivo médico trabalhando.

"Esperamos que não haja retrocesso nas negociações, afinal a saúde é um bem essencial e deve ser tratada com prioridade e de forma comprometida. Estamos confiando na palavra da prefeitura que prometeu fazer as publicações em diário oficial até quarta-feira", esclarece o presidente. Ele complementa ainda: "Não cumprir o que foi dito é desrespeitar todo uma categoria e brincar com a população, por isso acreditamos que tudo será feito", finaliza.

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