Entidades se unem contra a terceirização da saúde pública

Com o objetivo de resguardar a classe médica, o sistema público de saúde e principalmente a população, o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed/MS) se uniu com as demais entidades de saúde para lutar contra a terceirização. Na manhã desta terça-feira (01.03) as lideranças entregaram na Governadoria uma solicitação de audiência com o Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, para deliberar sobre a possível terceirização dos serviços de saúde no Estado, a ser implementada por meio das Organizações Sociais (OS). O documento foi recebido pelo Secretário Adjunto do Estado de Governo e Gestão Estratégica, Jader Rieffe Julianelli Afonso.

No final da tarde, a comitiva se reuniu com o Secretário Municipal de Saúde, Ivandro Côrrea Fonseca, e protocolaram a proposta contraria a terceirização, eles também debateram a questão e receberam o apoio do Secretário. "Eu me posicionei contra, aliás tanto eu, quanto o prefeito Bernal, somos contra esse retrocesso. Não estamos no tempo de ficar fazendo experiências que já sabemos que não serão positivas", disse o Secretário.

Ivandro frizou ainda que há relatórios que comprovam avanços na gestão da saúde pública da Capital, e citou ainda um estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto com a ONG Contas Abertas, que cita Campo Grande como a capital que mais destinou recursos à saúde.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul, Waldir Shigueiro Siroma as OS´s já foi introduzidas em outros Estados e o retorno foi negativo. "Um grande exemplo é o Rio de Janeiro, onde esse sistema foi implantado e a saúde está um caos. Não podemos permitir que isso aconteça em Mato Grosso do Sul. Não podemos permitir que a população pereça, tão pouco que os profissionais sofram com um projeto que já sabemos que não dará certo".

Siroma ressaltou ainda que está na constituição, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, tercerizar esse serviço trará prejuízos para os profissionais de saúde, para a população e também para os cofres públicos”.

Além do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul, também entraram nesta luta o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13º Região; Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande; Conselho Regional de Serviço Social; Sindicato dos Odontologia de MS; Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem do Município de Campo Grande; Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais de MS; Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social no MS, Mesa de Negociação do SUS de Campo Grande; Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul, Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB/MS) e Secretária Municipal de Saúde de Campo Grande.

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