Falta de funcionários e medicamentos básicos são as principais queixas nas UPAs de Curitiba

Dando continuidade ao levantamento de depoimentos sobre as condições de trabalho dos médicos da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba lotados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), foram visitadas as UPAs Pinheirinho, CIC, Campo Comprido e Matriz.

Foram aplicados questionários que tratavam sobre estrutura, ambiente e condições de trabalho. Dentre as diversas queixas registradas, destacam-se reclamações relacionadas a falta de estrutura para o grande número de pacientes, falta de funcionários para atendê-los e até mesmo falta de medicamentos básicos. A questão da segurança no ambiente foi muito comentada entre os médicos.

É valido lembrar que a UPA Matriz se diferencia pois é gerida por três administrações: UFPR, EBSERH e FEAES. Gabriel Rebello, médico horizontal da UPA Matriz, revela que o encaminhamento de pacientes, mesmo dentro da mesma estrutura física, se torna difícil devida a esta divisão nas administrações.

Wagner Sabino, Diretor Adjunto do SIMEPAR, afirma que o Sindicato é um dos mais ativos do Brasil e que está constantemente lutando pelos direitos da categoria médica, como pela implantação do piso sugerido pela Federação Nacional dos Médicos (R$12.993,00), pela aprovação da Carreira de Estado para Médicos e agora, pela melhoria das condições de trabalho dos médicos da FEAES. Sabino também relata que este levantamento será encaminhado para o Secretário de Saúde, Michele Caputo Neto, bem como para o Secretário Municipal da Saúde, César Monte Serrat Titton, para que tais questões sejam resolvidas de forma definitiva.

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