Sinmed apoia médica agredida na UPA – Leblon

O Sinmed-MS apoia a colega agredida na Unidade de Pronto Atendimento – Leblon, e coloca-se à disposição para auxiliá-la no que for preciso. Lamentamos que este quadro tenha se tornado cada vez mais comum nas unidades de saúde e buscaremos junto ao órgão responsável, uma solução para os demasiados casos de agressão.

É inadmissível sair de casa para trabalhar e ser agredido. Este tipo de situação deixa o profissional cada vez mais desestimulado e o afasta da rede pública de saúde.

De acordo com dados do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) e Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) 17% dos médicos já sofreram algum tipo de violência e destes, 20% sofreu agressão física; em 70% destes casos, a agressão partiu de um paciente e 60% de violência ocorreram durante consulta. Outros 80% já sofreu agressão psicológica e ainda 84% sofreu agressão verbal. Por fim, em 85% dos casos, as agressões aconteceram no SUS (Sistema Único de Saúde).

Embora sejam dados nacionais, eles não fogem da realidade dos profissionais da saúde da Capital. "Já tive camisa rasgada durante um plantão. Hoje a violência na área de saúde é uma epidemia mundial, não acontece apenas nas unidades de saúde de Campo Grande. No Brasil é algo diferenciado, mas é subestimado. Há violência verbal, tumultos, profissionais trancados em banheiros, quando entra gangue e bandido lá dentro. Na UPA Coronel Antonio e Universitário, que têm maior fluxo, onde existe maior atendimento, há a necessidade e a urgência de que o assunto seja tratado de maneira correta, com muito respeito, de forma combativa. A saúde está doente, o profissional de saúde está doente, sofrendo agressões, sem condições mínimas de trabalho, mal remunerado, precisamos de respeito aos profissionais, em todos os aspectos", disse o diretor do Sinmed, Renato Figueiredo.

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