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sexta, 05 de junho de 2020

Vinda de médicos de Cuba sem preparo pode trazer graves consequências à população

10 MAI 2013Por: Simesp09h30
SESCON SINMED
Proposta é ilusória e trará desserviço aos usuários da saúde pública, conta o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo encara com preocupação a proposta do governo federal, anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, de trazer 6 mil médicos de Cuba para trabalharem no Brasil em regiões carentes.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, a proposta é ilusória e trará desserviço à população, pois estes médicos são profissionais tecnicamente despreparados para atendimento à população brasileira. “A nossa grande apreensão é de que esse exercício traga uma desassistência às pessoas. Não ser assistido é um problema menor do que ser mal assistido, com o agravamento do estado de doença por condutas inadequadas, problema que a medicina chama de iatrogenia, ou seja, doenças agravadas ou provocadas por más indicações médicas”.

O que o Simesp defende, é que os médicos graduados no exterior, brasileiros ou estrangeiros, independentemente do seu país de formação, devem ser submetidos a uma equivalência curricular e, caso haja discrepância, se faça a equivalência em uma universidade pública devidamente credenciada.

Terminada a equivalência, é necessário que o candidato se submeta ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (REVALIDA) e que se faça também uma prova de suficiência em língua portuguesa. Sendo aprovado nestas etapas, o candidato estará apto para trabalhar no Brasil.

“Tais medidas são o mínimo necessário para garantir a segurança dos usuários da saúde pública no país. Se esses médicos formados em Cuba ou em qualquer outro país forem de fato não qualificados, como tudo faz crer, esse resultado será desastroso em um intervalo de tempo muito curto”, lamenta Carvalhaes.
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