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sábado, 06 de junho de 2020

Falta de incentivo dificulta contratação de médicos na Capital

07 NOV 2012Por: Fábio Sarzi - Abaetê Comunicação17h37
Sem salário atrativo e falta de um plano de cargos e carreiras, médicos ficam sem estímulo para atuarem no sistema público de saúde. Hoje, a prefeitura municipal de Campo Grande, paga em torno de R$ 2.200,00 de salário base para 20h semanais, e com o acréscimo de alguns adicionais este valor pode subir para R$ 4.500,00. Existe também a possibilidade da realização de plantões, o que torna um pouco melhor a remuneração dos profissionais, mas ainda assim não é o suficiente para despertar o interesse em atender pelo SUS.

Segundo o presidente do SinMed-MS (Sindicato dos Médicos), Marco Antônio Leite, será um grande desafio para a nova administração municipal de Campo Grande a contratação de 400 médicos, mas com empenho isso é possível. “Profissionais e vagas para o trabalho existem, o que falta é estímulo”, diz o presidente.

Ele acrescenta ainda que o interesse maior é por parte dos recém-formados, que atuam nos postos 24h na função de plantonistas até conseguirem residência. “Notamos que na maioria dos casos os recém-formados se dedicam por um período e depois vão em busca de oportunidades melhores, já que o sistema não oferece um plano de cargos, carreiras e vencimentos que faça com que o profissional tenha interesse em permanecer mais tempo na rede pública”.

A questão da implantação do plano de cargos e carreiras é fundamental para melhorar a qualidade do sistema público da Capital. E um dos pontos principais que deve ser focado é a valorização dos profissionais antigos pelo tempo de serviço, pois desta forma os novos acabam se interessando em continuar para receber todos os benefícios.

“É importante frisar que o Sinmed-MS trabalha pelo fortalecimento da categoria enfocando sempre o bem-estar da população, pois sabemos que o maior prejudicado com a deficiência da saúde pública são as pessoas que precisam utilizar este sistema”, declara Marco. “Estimular a permanência dos médicos e de todos os profissionais da saúde na rede pública é o primeiro e mais importante passo para a melhoria do sistema e para um tratamento digno à população”.
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