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sexta, 29 de maio de 2020

Presidente da Fenam elogia atuação do SinMed-MS nas iniciativas em defesa ao médico

02 AGO 2011Por: Fábio Sarzi / Abaetê Comunicação14h59
SESCON SINMED
“Sempre vemos a presença de representantes do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul, nas reuniões que acontecem em Brasília. Isso mostra a dedicação da entidade em defesa dos interesses da categoria”, disse o presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Cid Carvalhaes, durante mesa redonda que aconteceu ontem (01), no auditório do Conselho Regional de Medicina.

O encontro reuniu diretores do CFM (Conselho Federal de Medicina), do CRM (Conselho Regional de Medicina), da Federação, representantes de operadoras de planos de saúde, representantes de especialidades médicas, o sindicato dos médicos e também parlamentares da esfera estadual e federal. A mesa estava composta pelo anfitrião da Casa, presidente do CRM-MS, Juberty de Souza, pelo presidente do CFM, Roberto D’avila e pelo deputado Federal e relator da subcomissão de revisão da lei dos planos de saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, o vice-presidente do CFM e coordenador da Comissão de Saúde Suplementar, Aloísio Tibiriça Miranda, o diretor de Intercâmbio e Integração Cooperativista da Unimed, Valdmário Rodrigues Junior, e o deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Lauro Davi , foram as autoridades que também participaram da mesa.

Segundo o presidente do SinMed-MS, Marco Antônio Leite, foi extremamente positivo compartilhar do conhecimento de quem sabe falar sobre a causa médica com propriedade. “Acredito que os argumentos proferidos aqui, vão agregar consistentemente para quem participou desta reunião”. Ele acrescenta ainda: “a classe médica deve estar atenta a todos os assuntos que envolvem a categoria, e discutir o marco regulatório é um dos passos fundamentais para o avanço da qualidade da saúde no país”, esclarece.

Marco regulatório

Atualmente, cerca de 100 projetos sobre o tema estão em tramitação na Câmara Federal, segundo informações do site oficial da Casa de Leis. Diversas medidas provisórias e portarias da Agência Nacional de Saúde (ANS) também alteraram a essência da lei nº 9656, de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde em todo o país. O objetivo da subcomissão é regular, de fato, o setor no Brasil, definindo regras claras que normatizem a saúde suplementar.

O deputado Federal Mandetta iniciou seu discurso explicando a atuação da subcomissão de revisão da lei dos planos de saúde, e disse que em setembro será apresentado um relatório preliminar, após ouvir o maior número possível de representantes das entidades médicas, das operadoras dos planos de saúde, de orgãos de proteção aos consumidores e a própria ANS (Agência Nacional de Saúde).

Segundo o diretor da Unimed, a culpa pela falta de remuneração digna aos médicos é do governo, pois a cobrança é muito grande e a falta de representatividade no congresso, faz com que o cooperatisvismo lute sozinho por melhorias para o setor.

Ao avaliar a situação médica no país, o vice-presidente do CFM, classifica a categoria como os atores do cenário da saúde suplementar. Ele avalia que a lei precisa balizar a relação dos profissionais com as operadoras e para isso a atuação do deputado Mandetta será primordial. Tibiriça critica o desempenho da ANS (Agência Nacional de Saúde) e diz, “A ética na saúde é fundamental e a ANS desconhece o que é ética médica”, comenta em reprovação.

Carvalhaes ressalta os baixos recursos destinados à saúde pública e suplementar e comenta que a saúde suplementar é muito pior que a pública. “Não se faz nada no que diz respeito à prevenção”, comenta. “A medicina suplementar é suplementar na sua essência, ela não pode ser complementar nem substitutiva”, finaliza.

“Com o marco regulatório começamos uma nova caminhada para a melhoria da saúde no país”, diz o presidente do CFM. Ele reforça que as operadoras prejudicam a relação médico-paciente, e isso precisa ser resgatado. “Os médicos precisam estar unidos para lutar junto com a categoria, pois só assim teremos força para alcançar o que estamos buscando”.

As discussões sobre o assunto continuarão. Esta semana as entidades médicas de todo o país estarão reunidos em Brasília, para elaborar as diretrizes a serem tomadas. Os diretores do SinMed-MS, estarão presentes em mais este ato de interesse da categoria.
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