A Agudização da Crise na Emergência

É unânime entre os governantes que o problemas do Sistema de Saúde são crônicos, dessa forma o comparamos às patologias crônicas, tendo o diabetes como melhor exemplo.

Independente da etiologia a prevenção, embora não o evite completamente, minimiza muito a sua apresentação. Depois de estabelecido o diagnóstico o controle regular, sendo medicamentoso ou não, faz diferença no surgimento de complicações tardias, porém, embora todos os cuidados seja rigorosamente tomados, as contingências ocorrem, uma simples infeção pode trazer sérios problemas, descompensando e agudizando uma crise que se não adequadamente tratada levará ao óbito.

Atualmente vivemos uma agudização dos problemas de saúde, por falta de políticas que dificultam a prevenção primária– estratégia de saúde com baixa resolutividade e, a prevenção secundária com grande déficits – demora de se conseguir consultas especializadas e um seguimento adequado o serviço terciário – hospitais, UTIs – sobrecarrega-se pois há um aumento da complexidade das crises de agudização.

O CRMMS tem envidado esforços, na sua competência, a tempos, relatórios de fiscalizações são enviados aos órgãos competentes e reuniões com gestores e diretores dos serviços de saúde, sendo que no dia 12 de maio de 2016, reuniram-se no CRMMS os gestores, os representantes técnicos e clínicos dos hospitais, o Ministério Público Estadual e Federal, bem como toda a diretoria do CRMMS, ocasião em que foram estabelecidas metas a serem cumpridas na tentativa de minimizar os problemas da emergência. Passando-se mais de um mês algumas metas ainda não foram cumpridas.

Nos últimos três dias, após informação do SAMU da ausência de vagas nas emergências, o CRMMS na sua função legal de fiscalização verificamos uma agudização dos problemas, um verdadeiro caos estabelecido nas UPAS, nos três maiores Hospitais, com atendimento precário devido a falta de estrutura para atendimento devido à superlotação.

Sabemos que contingências ocorrem, maior número de doenças infecciosas previsíveis, a H1N1, porém a população encontra-se estarrecida principalmente ao se tratar do atendimento infantil em que as crianças, futuro de uma nação, estão sendo lesadas e por vezes indo à óbito, por perda de uma chance de sobreviver devido à falta estrutural do sistema.

Esperamos que medidas urgentes sejam tomadas pelos gestores, medidas pontuais de atendimento neste momento caótico, a semelhança do que se é feito em situações de catástrofes, com mutirões ou outras medidas factíveis e resolutivas.

O relatório encontra-se disponível no site do CRMMMS.

Dra Rosana Leite de Melo

Presidente CRMMS

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