Na última ‘leva’, segunda-feira passada, o secretário municipal de Saúde, Cipriano Maia, recepcionou mais 11 estrangeiros e um brasileiro com formação em Cuba para compor o programa em Natal.
Na primeira chamada, realizada no mês de setembro, exclusiva para brasileiros com formação no Brasil, oito médicos se inscreveram. Dois deles sequer chegaram a se apresentar. Dos outros seis, apenas uma continua no programa.
Portanto, todos os que desistiram fazem parte do primeiro grupo. São eles: Onor Henrique de Farias Neto, Thiago Costa de Araújo Dantas, Fernando Sérgio de Macedo Caldas, Patrícia de Oliveira Marques Coelho e Gaspar Saldanha Crespo Júnior.
Há duas razões apontadas para a desistência. Enquanto a coordenação do programa garante que os médicos não concordaram com a carga de 40 horas semanais, o Conselho Regional de Medicina (Cremern) diz que a falta de estrutura e condições de trabalho espantou os profissionais.
"Não é nem a falta de pagamento, pois muitos foram embora antes mesmo de completar um mês. Eles viram que não tinha estrutura assim que chegaram", aponta o presidente do Cremern, Jeancarlo Fernandes Cavalcante.
Entretanto, para o coordenador do Programa Mais Médicos no estado, Hugo Mota, esse índice de desistência aconteceu porque os profissionais não aceitaram a carga de 40 horas semanais recomendada pelo programa.
Fato é que as desistências estão todas no grupo de brasileiros com formação no Brasil. Esgotado esse requisito, e não atingida a meta, a segunda chamada abriu espaço para médicos brasileiros formados fora do país e estrangeiros.
Para o presidente do Cremern, a adesão total de estrangeiros e brasileiros que estavam fora do país se deu por ser uma oportunidade para esses profissionais voltarem a atuar na terra natal, além de ser uma forma de eles fugirem da crise econômica europeia.