Médicos federais farão paralisação nacional se Governo não negociar

Na noite do dia 25, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, participou de uma assembleia no Rio de Janeiro a convite do SinMed-RJ e CFM com vistas a organizar o movimento nacional dos médicos federais a partir da realidade da elevação das tabelas de negociação que não se avança junto ao Governo Federal sobre a gratificação de desempenho. "Os hospitais estão em situações precárias e a gratificação atinge os médicos, de certa forma, com muita violência, existe uma grande inquietação por parte dos profissionais e os mesmos já vêm fazendo várias assembleias", disse o presidente.

No encontro, também ficou decido que boa parte dos médicos irão se preparar para se deslocarem até Brasília para participarem da audiência pública do dia 2 de abril e ao mesmo tempo iniciar um processo de organização para uma possível paralisação nacional. "A Fenam acredita que isso possa ser necessário, pois se no próximo dia dois não houver uma negociação efetivamente encaminhada – e com resposta até o dia 15 de abril – que garanta a recomposição da gratificação de desempenho, não restará outra alternativa aos médicos federais em fazer o movimento de paralisação nacional", explicou Geraldo Ferreira.

Segundo Geraldo, o governo permanece irredutível dizendo que a elevação das tabelas de gratificação geraria um impacto de 700 milhões de reais no orçamento da União. Já o presidente do sindicado dos médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ), Jorge Darze, argumentou que o Governo "têm dinheiro para os banqueiros, mas não para pagar os médicos".

Na assembleia também estiveram presentes a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Márcia Rosa; a presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Beatriz Costa; e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá.

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