SinMed/RJ propõe medidas de segurança à direção da Maternidade Alexander Fleming

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ) vai solicitar audiência ao comandante geral da Polícia Militar, com o objetivo de reivindicar o reforço de viaturas durante as trocas de plantão no Hospital Maternidade Alexander Fleming (HMAF). Além disso, o Departamento Jurídico do SinMed/RJ formalizará, através de uma ata, os pleitos dos funcionários, que lutam por melhorias na administração e segurança da unidade. As medidas foram aprovadas durante reunião com os profissionais do HMAF, realizada no dia 1° de julho. Após conversa com os médicos, o presidente do sindicato, Jorge Darze, foi à direção da unidade solicitar uma reunião com a participação do Corpo Clínico da maternidade, a fim de estabelecer soluções conjuntas para os problemas enfrentados.

Recentemente, o HMAF foi invadido por um grupo de criminosos armados, que renderam e roubaram os rádios de comunicação dos seguranças do local. Tiros foram disparados e um computador portátil que estava na recepção foi levado. Pacientes e funcionários estão apavorados diante da insegurança. Apesar disso, a diretora geral da unidade, Vera Helena Jorge Alves, enviou uma mensagem de voz para Corpo Clínico, desencorajando qualquer tipo de reunião para solucionar a questão da violência dentro da maternidade. “O Rio de Janeiro é um lugar perigoso. Não vai resolver nada fazer reunião. Foquem no trabalho”, diz um trecho do áudio enviado aos funcionários, através de um aplicativo de celular.

O presidente do SinMed/RJ, Jorge Darze, garantiu que a postura da diretora é inaceitável. “Temos que reagir diante dessas ocorrências e pressionar o poder público para reforçar a segurança no local. Não podemos tratar esses casos com naturalidade. São vidas que estão em jogo”, afirmou.

De acordo com os funcionários, é a quarta vez, em dois anos, que bandidos invadem a unidade. Além disso, assaltos aos médicos durante a troca de plantão são recorrentes. Os profissionais se queixam da resistência da direção em abrir o estacionamento durante à noite, o que deixa os trabalhadores vulneráveis à assaltos dentro de seus automóveis. Segundo depoimentos, a direção se recusa a receber plantonistas para conversar sobre o assunto.

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